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O Espetáculo O Pequeno Príncipe que a Usina da Dança, projeto do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça – IORM, está construindo desde o primeiro semestre deste ano, já tem data para estrear nos palcos da região.

Os alunos realizarão a primeira apresentação em Orlândia, no dia 21 de novembro de 2017 e seguem até 26 no Teatro Municipal de Orlândia. Em seguida, a montagem segue para Ipuã, realizando sua primeira apresentação do Natal Criativo na cidade, em apresentação única no dia 01 de dezembro de 2017 no Ipuã Country Clube. Guaíra receberá ‘O Pequeno Príncipe’ no dia 7 de dezembro de 2017 no Grêmio Colorado e, em Miguelópolis, as apresentações acontecerão nos dias 14 e 15 de dezembro de 2017 no Centro Cultural, encerrando a turnê.

A adaptação da obra, um clássico de Antoinne de Saint Exupéry, foi a oportunidade para a direção artística, educadores e equipe psicossocial da Usina da Dança promoverem junto aos alunos da Usina da Dança a discussão de temas fundamentais para a formação das crianças e adolescentes, como bondade, amor, felicidade, respeito às diferenças, responsabilidade, entre outros. A construção do espetáculo foi realizada por meio de oficinas.

Calendário:

Orlândia: de 21 a 26/11/2017 – Teatro Municipal

Ipuã: 01/12/2017 – Ipuã Country Clube

Guaíra: 07/12/2017 – Grêmio Colorado

Miguelópolis: 14 e 15/12/2017 – Centro Cultural

Projeto

O projeto Usina da Dança tem como objetivo promover a democratização e a ampliação do repertório cultural, a participação social e a formação de público nos municípios de Orlândia, Guaíra, Miguelópolis e Ipuã, através da investigação, concepção, tradução, adaptação, elaboração roteiro, produção, apresentação e circulação de espetáculos de dança inspirados nos Contos Literários.

A temática escolhida para este ano ocorreu por meio do processo de investigação a cerca de um tema refletido e conduzido mediante as vivências e demandas cotidianas trazidas pelos próprios alunos/bailarinos.

 

A obra ‘O Pequeno Príncipe’

O francês Antoine de Saint-Exupéry lançou, em 1943, nos EUA, um ano antes de sua morte, o livro que se tornaria um clássico da literatura universal, ‘Le Petit Prince’, traduzido no Brasil como ‘O Pequeno Príncipe’. Escrito e ilustrado por este ex-piloto aéreo ao longo da Segunda Guerra Mundial, ele se transformou na obra literária mais vendida em todo o mundo, por volta de 140 milhões de volumes; foi editado pelo menos 500 vezes.

O livro é aparentemente dirigido ao público infantil, mas permeada por um alto teor filosófico e poético, é a segunda produção literária mais traduzida no Planeta (a primeira é o Livro Sagrado – Bíblia), ou seja, foi traduzida do francês para 300 idiomas. Em Portugal esta obra é adotada no ensino básico, nas aulas de Língua Portuguesa, e no Japão foi construído um museu para o protagonista da trama.

A história, que tem grande similaridade com um acidente aéreo que o autor sofreu em 1935 no Deserto do Saara, mostra o compromisso humanista do escritor.

A história tem início com um problema no avião do autor, que fica preso temporariamente no deserto do Saara. Ao acordar, uma certa manhã, ele se depara com ‘O Pequeno Príncipe’ (uma criança de cabelos da cor do ouro e cachecol vermelho em torno do pescoço), que lhe pede para desenhar um carneiro para ele.

O narrador tem suas próprias experiências traumáticas com desenhos, pois quando criança ele criara um elefante engolido por uma jibóia, mas os adultos apenas viam em sua obra o esboço de um chapéu. Inconformado e sem incentivos para continuar a criar, ele tem dificuldades para atender o pedido do pequeno jovem, mas é incentivado por encontrar alguém que finalmente vê em seu desenho a imagem real, além das aparências, e consegue assim produzir um carneiro dentro de um recipiente. Este episódio revela as dificuldades dos adultos para perceberem o universo da fantasia quando crescem e matam dentro de si a criança que foram um dia.

O rapaz vai narrando suas aventuras ao escritor, desvelando diante de seus olhos a simplicidade da vida, a pureza de seu olhar, a essência da realidade. Ele contesta naturalmente cada evento da existência considerado normal e convencional pela maior parte das pessoas. Ao deixar seu lar, um pequeno planeta onde reside na companhia de uma rosa repleta de vaidade e orgulho, à procura de um carneiro que possa consumir os ameaçadores baobás, árvores que crescem em excesso na sua terra, inicia uma alegórica trajetória cósmica.

Ele já havia atravessado vários planetas, encontrando em sua jornada diversos personagens que simbolizam as inúteis inquietações do universo adulto. Um rei soberbo que acreditava ser venerado por todos os seus vassalos, mas na verdade se encontrava totalmente só; um negociante que trabalhava sem cessar e, assim, não encontrava espaço para fantasiar; um alcoólatra que cada vez mais se embriagava para não se lembrar que era um bêbado; um antigo geógrafo que desconhecia os contornos geográficos de sua própria terra; um ser destinado a acender lampiões; um homem vaidoso; e, na Terra, uma serpente que lhe promete presenteá-lo com uma picada, para que desta forma ele possa regressar para seu astro natal – estas são as figuras que atravessam seu caminho na viagem pela galáxia.

À medida que ouve a narrativa do Pequeno Príncipe, o autor vai despertando para o valor das coisas mais simples, esquecidas pelos adultos. Como diz a raposa, amiga da criança de outra estrela, “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. Saint-Exupéry é o próprio jovem de cabelos dourados, é assim que ele vê os que cresceram e esqueceram da criança que habita dentro de cada um, transformando-se assim em seres estranhos que ele não consegue compreender.

Esta obra inspirou várias produções cinematográficas, animações e adaptações. É uma narrativa que tanto pode ser lida como uma fábula infantil pelos pequenos, quanto em seu conteúdo profundo por adultos que deixaram de sonhar.

 

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Aprendemos a amar não quando encontramos a pessoa perfeita, mas quando conseguimos ver de maneira perfeita uma pessoa imperfeita. (Sam Keen)