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A Polícia Civil cumpriu na última quinta-feira, 07/12/2017, a prisão preventiva de R. dos R. R., ex-diretora de políticas sociais e cidadania de Ipuã (SP), suspeita de desviar botijões de gás de cozinha e cestas básicas que seriam doadas para famílias carentes no município. Ela foi detida na rua, durante a tarde, e foi encaminhada para a Cadeia Pública de Franca/SP e deve ser transferida para a penitenciária de Mogi Guaçu/SP nesta segunda-feira, 11/12/2017.

A investigação iniciada há duas semanas pela polícia e pelo Ministério Público também apontou indícios de que R. dos R. R. forjou gastos com refeições para se apropriar de dinheiro público.

O pedido de prisão foi acatado pela Justiça, segundo o delegado Gustavo de Almeida Costa, porque, solta, ela representava riscos para a ordem pública e para apuração dos fatos. De acordo com ele, há indícios de que R. dos R. R. coagiu funcionários do departamento e sumiu com documentos relevantes para o caso.

Ele ainda não sabe apontar quantas famílias podem ter sido prejudicadas nem os danos aos cofres públicos.

A Prefeitura de Ipuã confirmou que R. dos R. R. foi exonerada do cargo em comissão, mas segue como auxiliar administrativa, função de origem no Executivo. A administração municipal também abriu um procedimento próprio para apurar as fraudes.

O advogado de defesa de Regiane, Ronywerton Marcelo Alves Pereira, em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo, que ainda não teve acesso à decisão, mas que pretende pedir a revogação da prisão preventiva.

Inquérito

No inquérito instaurado em Ipuã, R. dos R. R. é suspeita de peculato - que é a apropriação de recursos públicos -, falsidade material e ideológica, prevaricação - retardar ou deixar de praticar ato de ofício - e coação no curso do processo.

Costa afirma que já ouviu testemunhas, dentre elas funcionários do departamento de políticas públicas de Ipuã, que confirmaram as suspeitas. "Confirmaram as ameaças, que estavam sofrendo retaliação, confirmaram que quando saiu de lá viram ela pegando blocos de notas, blocos de autorização e preenchendo depois para tentar ocultar a prática desses crimes. Tem assistente social que aponta indício, que fala: essa assinatura não é minha", diz o delegado.

Entretanto, ele afirma que deve relatar parcialmente o caso ao Ministério Público em dez dias, depois de analisar documentos apreendidos na casa dela e na repartição da Prefeitura, pois acredita que novos desdobramentos devem surgir com a análise do material.

A princípio, ele confirma ter indícios de fraudes referentes a outubro deste ano. "Tem que olhar essa documentação toda, pra ver tudo que foi desviado, pra ver quais assinaturas dos comprovantes de despesa são verdadeiras, quais não são", afirma.

 

Fonte: G1 (EPTV), GNC

 

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